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Notícia >> Reajuste no aluguel de agosto pode ser deflacionário

Data: 22/07/2009

Presidente do SECOVI-Uberlândia comenta a tendência de queda do IGP-M.

Caso o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) mantenha a tendência de queda dos últimos meses, o reajuste do aluguel que tenha a data base no mês de agosto pode registrar deflação.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou a primeira prévia de julho, negativa em 0,23%. Em junho, o índice, principal referência para o cálculo do preço do aluguel no país, registrou mais uma queda, ficando o IGP-M em 1,52%.

Para o presidente do SECOVI-Uberlândia, Paulo Maurício Carneiro Silva, esse cenário não é prejudicial aos proprietários, pois como a redução do IGPM tem acompanhado a queda da inflação, em um cenário amplo os valores recebidos não estão sofrendo uma desvalorização monetária, e nem perda do poder de compra.

Todavia, os proprietários que possuem imóveis alugados começam a reclamar dos valores de reajustes, cada vez menores.

“Essa reclamação tem ocorrido porque os reajustes anteriores estavam na casa de 5% ou 6%. E no segundo semestre do ano passado o IGPM acumulado oscilou entre 7% a 10%. Assim, a tendência de quem teve um reajuste em 2008 de 8,71%, como ocorreu com o índice de julho/2008 é de reclamar ante a possibilidade de um reajuste infinitamente menor. Porém o proprietário tem de ter em mente que 2008 foi um ano atípico, e que desde 2005 estamos tendo índices de reajuste moderados, o que a meu ver equilibra o contrato de locação” afirma Paulo Maurício.

“Aliás, é importante registrar que esta redução é extremamente positiva, pois denota claramente que estamos conseguindo a tão almejada estabilidade financeira e obtendo sucesso em eliminar esse verdadeiro câncer, que é a correção monetária”, complementa o presidente do SECOVI-Uberlândia.

De acordo com ele, praticamente todos os imóveis que são administrados por imobiliárias, e uma grande maioria das locações particulares utilizam o IGP-M para calcular os reajustes. Isto porque o índice avalia os preços do mercado. Entre seus componentes estão o Índice de Preço no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Até o momento, a possibilidade de deflação nos próximos meses ainda não está sendo esperada, mesmo com o histórico de queda no IGP-M. Mas, segundo o presidente do SECOVI-Uberlândia, o mercado imobiliário irá acompanhar o índice, ainda que deflacionário. E ele aproveita para tranqüilizar os proprietários: “Investir em imóveis, pela segurança e solidez do investimento, é sempre um bom negócio”. Ele acentua que não se deve avaliar a situação pontualmente.

Paulo também não acredita que a queda do IGP-M irá levar a uma substituição por outros índices de reajuste, que no momento se apresentam mais favoráveis. “A Análise econômica mostra que, em avaliação por um período cíclico de 10 a 15 anos, todos os índices são equivalentes, sem grandes disparidades. A substituição do IGP-M, índice que já foi incorporado pelo setor, por outro qualquer, por puro imediatismo, tende a ser inócua a médio e longo prazo”, conclui.

Fonte: SECOVI-Uberlândia


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