Data: 20/07/2009
O conceito de sustentabilidade veio para ficar no segmento imobiliário. Com o objetivo de aproveitar ao máximo todos os recursos naturais disponíveis, e de conviver harmoniosamente e com respeito ao meio ambiente, surgiu a concepção dos prédios ecologicamente corretos, chamados de prédios verdes ou greenbuildings.
A busca por um greenbuilding passa por uma adoção de uma série de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e a construção em si, que reduzem o impacto ambiental. Tal pensamento é necessário porque a construção impacta diretamente sobre o meio ambiente, tanto durante quanto após a conclusão da obra.
O conceito dos greenbuildings foi criado na década de 1990 em países europeus, sendo adotado pelo restante do mundo no início deste milênio. Nestes países, inúmeras leis impõem critérios ambientais a serem observados e obedecidos durante a construção, para que os projetos de construção civil sejam aprovados. Em nosso país, vivemos o nascimento deste conceito com algumas obrigações ambientais a serem seguidas. Em metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, entre outras, a grande maioria dos edifícios utiliza painéis solares, coletas seletivas de lixo e medidores individuais de água, obrigatoriamente.
Porém, ainda não é o bastante. Para obter as certificações ambientais concedidas por organizações internacionais, e poder ser vendido como um greenbuilding, além de uso de energias alternativas, como eólica e solar, e programa de reciclagem e coleta seletiva de lixos, o edifício ainda deve se preocupar com outros fatores, como: utilização de técnicas construtivas que usem materiais reciclados e reaproveitáveis; uso de madeira certificada ecologicamente; localização com infra-estrutura como comércio, escolas e hospitais; uso racional e econômico de água, reaproveitamento de águas pluviais, dos banheiros e torneiras para utilização posterior em jardins e demais áreas verdes; adoção de janelas de vidro maiores buscando otimizar a iluminação e reduzir gastos com energia elétrica; sistema de aquecimento ou refrigeração central diminuindo o uso de condicionares de ar individuais, entre outros.
E, ao contrário do que se pensa. Construir obedecendo as exigências de um greenbuilding não inviabiliza e nem onera excessivamente a obra. Cálculos indicam que o investimento adicional a ser feito é de cerca de 10%. E pesquisas indicam que o mercado consumidor valoriza em percentuais até maiores do que estes na compra de um edifício verde.
Também a manutenção de um edifício ecologicamente correto é bem mais simples e barata do que se imagina. Praticamente não existe diferença entre a manutenção de um prédio comum e de um edifício verde, não sendo necessário treinamento ou capacitação especial para os funcionários e empresas de manutenção.
Fonte: SECOVI-Uberlândia
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